Mostrando postagens com marcador mundos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mundos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, setembro 04, 2012

por falar dela

 



Alícia completa 12 anos dia 22, agora neste mês.
Corpo de moça já aparece.
Das bonecas deixou de fazer companhias, agora as Monster High são minhas [adoro].

E como se parece comigo, e acordei subitamente para esse grande detalhe e entendi os por quês de muitas coisas não terem sido como uma luva na mão entre ambas...

Ela é aos olhos de alguns estranha, eu sou estranha, somos duas fêmeas estranhas, ela como eu devora um livro [se cai em suas graças] em dois dias no máximo, ela como eu fica chateada se o livro desejado tem "apenas" 150 páginas...

Curte o macabro, a quem será que puxou essa raridade? Não olhe para mim! [sorrio]. 

Curte cemitérios, acha interessante ver as lápides...
Curte vampiros, almas, casas assombradas [ela vê como eu o povo ido], curte espantos e correlatos.

Silenciosa, calada, pode passar uma tarde inteira sem  proferir palavra, assim como esta que vos fala.   
E não por amargurada ou triste, apenas por que se tem vontade de em silêncio estar.

Como eu é maníaca por fotos, por fotografar, em especial luas.
Instagram é coisa bem dela. "Mamãe curte, curte todas minhas fotos, eu sempre curto as tuas, pena que tuas amigas nem todas me curtem..." 
E por lá ela é cada semana ou dia uma Alicia, Alicia Styles, Alicia Cupcake...Alicia Forever.

Possui temperamento forte, bate pé e pronto.... Mais uma vez, como eu.
Me regula, da forma que eu não a regulo, se saio logo liga: Você tá aonde mamãe? Quando volta? Com quem está?

Anda apaixonada por uns moços para mim muito parecidos e completos desconhecidos, ingleses, "One Direction", colhi a informação e célere lhe propus um intercambio! 
Que tal uma temporada em UK? 
Seus olhos negros e profundos brilharam! Quer falar inglês britânico.

Afinal ela é como eu, cidadã do mundo, não a crio para mim, ela é dela. Sempre foi e assim será.

Não quer festa de aniversário, diz que agora festas a fazem chorar.

De amores, só aqueles ingleses similares lá de cima. 
Já é sabido a quem foi prometida [nascida e logo vista alguém falou "vai ser minha nora"], e esses "pequenos detalhes" de procurar e ser procurada não a farão "perder tempo", mas olhe lá! 
Sejamos felizes por que o prometido lhe agrada, senão... 
No fundo, no fundo é sempre ela a que escolhe, tal como a mãe.

Eis minha cria pré-adolescente sendo uma ser humana quase pronta.


 


Ah sim, ia me esquecendo, é feminista assim como eu....
Quer ser arquiteta e advogada.
E pode ser, nessa idade podemos tudo.


Luciana Onofre


segunda-feira, setembro 03, 2012

criando mundos







estou finalmente criando em tempo real, palpável, vivível meu mundo ideal.

nele aceitei algumas pessoas, perdoei minhas críticas para comigo mesma e para com elas, me aproximei de algumas que outrora eu tive como foco dessas críticas, pois não há nada mais terrivelmente comprovado do que a fala aonde se diz que criticamos num ato de transferência de nossos próprios equívocos, na maioria das vezes...

mês passado uma amiga me disse algo mais ou menos assim: 'aquilo de bom que você deseja a alguém mesmo não sendo retribuído por esse alguém, o será por outra pessoa'.
e será sim, por qualquer um com o qual eu troque algo no caminho, ou por alguém que vibre comigo na mesma sintonia.


me dei conta que não é questão de amolecimentos, é questão de vida, de ir em frente, de aceitar que temos cada um, um momento e que mesmo que causando tristezas os momentos nem sempre estão correndo lado a lado, afinal idades e vivências são as que pautam esses momentos. e aceitei isso.

a intensidade do sentimento foi sendo moldada no sentido de que me pego menos externalizada, mas é coisa natural que se dê assim, afinal água mole em pedra dura tanto bate até que fura, trocando em miúdos: você muda a rota de sua emotividade após 'n' vezes a porta ter batido na sua face. sem dramas é normal que se mutem os estados. dum aquoso passou ao estado semi sólido afável...

finalmente meu mundo ideal é possível. e sem mergulhos em alfinetes e alfinetadas a vida eu te confidencio é leve, mais leve do que se possa supor.

a receita, pelo menos para mim foi simples: calar, deixar a cena em alguns casos [afinal eu preciso deixar que se respire e me vi sendo causticantemente ferina, então deixar a cena foi  mesmo um ato de preservar ao outro do que o de lhe virar as costas], relembrar as razões para que algumas pessoas me maravilhassem, engolir dores e seguir em frente.

o recrudescimento é isso ficar mais cética quanto ao outro...

o que faz com que vez por outra às vezes, só às vezes eu me faça de tonta, tola, apenas para "mejor pasar", mas é apenas um fazer de conta... com tudo não se deixa de registrar o visto, ou escutado. o contrapeso é não levar para nossa cama a dúvida, e sim apenas ter seu registro e passar a ter menos apego, só assim você é mais por você.

você deve saber o que pode ser relevado, o que não e o que simplesmente é apenas figuração.


Luciana Onofre